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11/08/2020 - 08h45
Tripulante com coronavírus entra escondido em navio e tenta desembarcar no Brasil
Fonte: G1 Santos
Navio Sofie Bulker saiu do Porto de Douala, em Camarões, e chegou ao cais santista.


Um tripulante clandestino, diagnosticado com coronavírus, foi encontrado a bordo do navio Sofie Bulker, em Santos, no litoral de São Paulo. A embarcação, que ficará em quarentena, atracou no cais santista por volta das 13h, onde iniciaria o embarque de açúcar. Segundo apurado pelo G1, o homem só foi localizado dentro do navio nas últimas horas.
Após ser encontrado, o homem, que ainda não teve a nacionalidade revelada, foi encaminhado para diferentes exames e, apesar de não apresentar sintomas aparentes, foi diagnosticado com o novo coronavírus. Por conta disso, todo o restante da tripulação precisará passar por testes nas próximas horas para tentar mapear a doença.
O Sofie Bulker saiu do Porto de Douala, em Camarões, e chegou ao cais santista na última quarta-feira (5), permanecendo desde então na área de fundeio, na região da Barra, antes de receber autorização para se aproximar do Porto de Santos na tarde desta segunda-feira. Ainda não se sabe como o clandestino conseguiu acessar a embarcação.
Seguindo os protocolos portuários, o Sofie Bulker deverá permanecer em quarentena, respeitando as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Em seguida, a embarcação deverá ser autorizada a fazer o embarque de 26 mil toneladas de açúcar a granel que serão levados para fora do País. O homem que estava ilegalmente a bordo deverá voltar ao país de origem.
Em nota, a Anvisa confirmou que a embarcação foi colocada em quarentena por conta da presença de uma pessoa com Covid-19 a bordo da embarcação. A agência reguladora ainda informa que navio vai precisar passar pelos mesmos procedimentos determinado para as demais embarcações com casos a bordo, ou seja, toda a tripulação deverá ser testada e o navio ficará em quarentena de 14 dias.
Além disso, a Anvisa afirma que devem ser adotadas as medidas de isolamento e monitoramento das condições a bordo da embarcação. Em relação à destinação do clandestino, reitera não é competência da Anvisa, e a decisão sobre o desembarque e destino cabe à Polícia Federal.
O G1 procurou a Autoridade Portuária e a Polícia Federal para falar sobre o assunto, mas até a última atualização desta reportagem não obteve retorno.






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