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06/11/2020 - 09h31
Um porto preparado para novas ações
Fonte: Logística e Negócios
A região Sudeste do Brasil é rica em portos. Mas nada se compara ao Porto de Santos

A região Sudeste do Brasil é rica em portos. Mas nada se compara ao Porto de Santos, o maior da América Latina. Por isso, os portos do Rio de Janeiro e Itaguaí (RJ) e Vitória (ES) precisam passar por modernizações e modificações para continuarem a contribuir com um Brasil ativo e viável economicamente. Desestatização, o BR do MAR (projeto sobre cabotagem), melhorias nas ferrovias e “conteinerização” são algumas das apostas fluminense e capixaba para o desenvolvimento de seus complexos portuários.
O Porto de Vitória, por exemplo, passará por uma desestatização da Companhia Docas, cuja consulta pública será na segunda quinzena de dezembro deste ano. Fortes investimentos serão necessários para que o local retome sua força. Com o fim do Fundo de Fomento às Atividades Portuárias (Fundap), em 2013, e o aumento da concorrência portuária com o advento da Lei 12.815/13, a atratividade do local foi fortemente impactada.
Otimismo em meio à crise
Apesar da crise e do momento de transição, os administradores do porto estão otimistas. O Porto de Vitória, até setembro deste ano, totalizou o volume de 4,90 milhões toneladas movimentadas. A expectativa até o fim do ano é movimentar 6,82 milhões de toneladas, mantendo a média de 6,81 milhões de toneladas por ano. Nos últimos dez anos foram movimentadas 68,15 milhões de toneladas.
Apesar da crise e do momento de transição, os administradores do porto estão otimistas. O Porto de Vitória, até setembro deste ano, totalizou o volume de 4,90 milhões toneladas movimentadas. A expectativa até o fim do ano é movimentar 6,82 milhões de toneladas, mantendo a média de 6,81 milhões de toneladas por ano. Nos últimos dez anos foram movimentadas 68,15 milhões de toneladas.
Localização privilegiada
O Porto de Vitória possui uma localização geográfica privilegiada, próximo aos estados mais populosos do Brasil, com ótimo acesso aos modais rodoviário e ferroviário. Na opinião do diretor de Planejamento e Desenvolvimento, Bruno Fardin, “o projeto de cabotagem do Governo Federal, intitulado ‘BR do Mar’, é uma grande oportunidade para o Porto de Vitória aumentar as cargas de maior valor agregado, como veículos e cargas conteinerizadas. Também se espera crescer muito no segmento de combustíveis com o Terminal de Granéis Líquidos (TGL) a ser instalados dentro da área do Porto de Vitória, além de crescimento na movimentação ferroviária, importação de fertilizantes e exportação de ferro gusa.”
Gestão e desestatização
Para quem administra o Porto de Vitória, o principal desafio para os próximos anos é aumentar a competitividade frente às rápidas transformações do setor portuário. Um novo modelo de gestão será imprescindível.
Além disso, no projeto de desestatização está previsto uma gama de investimentos logo nos primeiros anos de concessão, como a dragagem de manutenção de todo o canal de acesso e a recuperação de equipamentos. Algumas obras importantes como a expansão do Cais Comercial, Cais Contínuo do Atalaia, Dragagem de Aprofundamento do canal de acesso aquaviário e dos berços do porto, VTMIS (centro de controle e segurança de navegação) e CLPI (Cadeia Logística Portuária Inteligente) já foram realizadas. Com isso, quem assumir a concessão vai pegar um porto preparado para novas ações.
O Porto de Vitória tem tido, entre 2010 e 2019, como principais produtos exportados o mármore e o granito (15,28 milhões de toneladas), produtos siderúrgicos (5,06 milhões de toneladas), cobre e suas obras (2,63 milhões de toneladas), café (2,94 milhões de toneladas) e celulose e papéis diversos (1,09 milhão de toneladas).
Já entre os produtos importados destacam-se, também entre 2010 a 2019, adubos e fertilizantes (7,63 milhões de toneladas), cereais e grãos (4,95 milhões de toneladas), hulhas e outros carvões (2,95 milhões de toneladas), automóveis, veículos e suas partes (2,39 milhões de toneladas) e cargas de supply (2,34 milhões de toneladas).






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