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24/02/2017 - 11h27

Um terço dos brasileiros diz estar tão endividado quanto no começo de 2016

Fonte: G1
 
Inflação em queda ainda não se traduziu em folga financeira para uma parcela significativa das famílias do país, segundo estudo encomendado pela Fiesp.

 
A inflação em queda ainda não se traduziu em folga financeira para uma parcela significativa dos brasileiros.
 
Segundo pesquisa da "Pulso Brasil" divulgada nesta quarta-feira (22), 31% das famílias do país se consideram tão endividadas no início deste ano quanto estavam no mesmo período do ano passado.
 
O estudo foi encomendado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), junto ao Instituto Ipsos Public Affairs, e ouviu 1.200 pessoas em 72 cidades pelo Brasil.
 
A questão abrange todos os tipos de financiamentos que os entrevistados devem pagar no ano, como cheque especial e cartão de crédito.
 
As famílias que não se consideram endividadas correspondem à segunda maior parcela da amostra, com 27%. Na sequência, aparecem as que se dizem menos endividadas (22%) e mais endividadas (19%).
 
A margem de erro da pesquisa é de 3 pontos percentuais.
 
Por classe
 
O recorte por classe social aponta cenários diferentes. Enquanto a maior parte dos ouvidos das classes AB e C afirma estar praticamente no mesmo nível de endividamento em relação a 2016, 32% e 33%, respectivamente, grande parte (33%) dos representantes da classe DE diz não ter dívidas.
 
Sem novas dívidas
 
O levantamento também aponta que os brasileiros não pretendem se endividar mais ao longo deste ano - 48% disseram que não existe nenhuma possibilidade de contrair um novo empréstimo e 25% disseram que há menos chance de isso acontecer.
 
A perspectiva é a mesma para todas as classes econômicas. Entre os ouvidos da classe AB, 42% esperam não assumir novas dívidas, assim como 44% dos membros da classe C e 67% da DE.
 
Perfil dos débitos
 
A maioria (66%) dos entrevistados diz não ter dívidas com bancos. Entre os que possuem, a maior parte (12%) afirma que sente dificuldade, mas consegue fazer o pagamento no prazo. Outros 10% dizem não ter problemas para honrar os compromissos.
 
Na outra ponta, 7% estão com as contas atrasadas e 5% negociam o prazo para pagamento.
 
Quando consideradas as contas de serviços, como luz, telefone, aluguel e mensalidades de planos de saúde, mais da metade dos pesquisados diz que tem problemas, mas consegue quitar os vencimentos no prazo.
 
Os que não sentem dificuldade somam 32%. Outros 10% estão inadimplentes e 4% negociam prazo.
 
Calotes
 
Entre os pesquisados, 68% não consideram deixar de pagar as dívidas, mesmo em dificuldades financeiras. Outros 32%, porém, admitem que podem deixar de pagar algumas contas.
 
Dos que consideram a possibilidade de ficar inadimplentes, a maior parte (49%) deixaria de pagar primeiramente as contas de serviços. Em seguida, 24% atrasariam as parcelas de compras de eletrodomésticos, eletrônicos, telefonia e informática.
 
O calote aos bancos é cogitado por 20% dos ouvidos e ao IPTU e IPVA, 17%.
 
O atraso do pagamento da fatura do cartão de crédito é uma possibilidade para apenas 2% da amostra, próximo a dívidas com educação (2%) e saúde (6%).
 
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