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10/03/2016 - 10h03
Usiminas coloca 1.300 funcionários em licença remunerada
Fonte: A Tribuna On-line
Profissionais permanecerão nessa situação até o próximo dia 20. Empresa afirma que medida visa reduzir custos


Cerca de 1.300 funcionários dos setores de laminação e de apoio à produção da Usiminas entraram, nesta quarta-feira (9), em licença remunerada. Segundo a empresa, a medida tem como objetivo reduzir os custos, devido a pouca demanda do mercado. O Sindicato dos Siderúrgicos e Metalúrgicos da Baixada Santista reclama o fato de não ter sido informado da situação.
“Ficamos sabendo através dos trabalhadores, que foram avisados na terça-feira (8) ao final do expediente. Ninguém pode impedir a empresa de fazer isso, porque ela mantém todos os direitos do pessoal. No entanto, deveriam ter documentado a licença dos empregados no sindicato e Ministério do Trabalho. Afinal, um funcionário pode estar fora da empresa (de licença) e a Usiminas dizer que não. Quem vai comprovar?”, diz o Florêncio Resende de Sá, o Sassá, presidente da categoria
A Usiminas garante que a decisão não afetará as entregas aos clientes, bem como não prejudicará os funcionários, que continuarão recebendo os salários normalmente. A licença tem validade até o próximo dia 20, quando os trabalhadores retornarão aos seus postos.
Quanto à reclamação do sindicato, sobre não ter sido comunicado, a empresa explicou que, segundo a legislação trabalhista, a concessão de licença remunerada não prevê a necessidade de informação prévia ao sindicato ou órgão trabalhista.
“A decisão foi motivada pela baixa demanda do mercado e visa otimizar os custos de logística, serviços e energia. Durante esse período, serão realizadas atividades de manutenção preventiva e planejamento da produção”, diz a Usiminas, em nota.
A siderúrgica informa, ainda, que, apesar da crise no setor, está rigorosamente em dia com todos os seus compromissos. “A Companhia está trabalhando de forma positiva e conjunta com os credores, clientes e fornecedores e reitera o foco na melhoria dos fundamentos financeiros e na estabilidade de suas operações industriais”.