Notícias

24/01/2019 - 04h34

Veja categorias que tiveram aumento salarial acima da inflação em 2018

Fonte: G1
 
80,1% dos reajustes salariais realizados em 2018 foram corrigidos acima da inflação; fechamento de negociações entre patrões e empregados caiu 21,9% em relação a 2017.
 
Quem trabalhou com feiras, eventos e divulgações, na indústria de joalheria e em bancos e serviços financeiros teve o maior ganho real nos salários em 2018.
 
Pesquisa “Salariômetro”, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) mostra que 80,1% dos reajustes salariais realizados em 2018 foram corrigidos acima da inflação.
 
De acordo com o levantamento, apenas 8,7% das negociações fechadas no ano passado resultaram num reajuste salarial abaixo do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), que é o índice de referência para a correção de salários. Em 11,2% das negociações, o reajuste foi igual ao INPC. Somadas estas duas fatias, 19,9% foi a proporção de reajustes sem ganho real.
 
 
Veja categorias com aumento salarial acima da inflação:
 
• Feiras, eventos e divulgações: 2,94%
 
• Indústria de joalheria: 1,8%
 
• Bancos e serviços financeiros: 1,31%
 
• Administração pública: 1,26%
 
• Distribuição cinematográfica: 1,14
 
• Construção Civil: 1,03%
 
• Indústria metalúrgica: 1%
 
• Publicidade e propaganda: 1%
 
• Condomínios e edifícios: 0,94%
 
• Hospitais e serviços de saúde: 0,94%
 
• Bares, restaurantes, hotéis e turismo: 0,94%
 
• Limpeza urbana, asseio e conservação: 0,94%
 
• Radiodifusão e televisão: 0,94%
 
• Venda, compra, locação e administração de imóveis: 0,88
 
• Energia elétrica / Utilidade pública: 0,87%
 
• Organizações não governamentais: 0,83%
 
• Vigilância e segurança privada: 0,74%
 
• Artefatos de borracha: 0,74%
 
• Comércio atacadista e varejista: 0,69%
 
• Educação, ensino e formação profissional: 0,69%
 
• Agricultura, pecuária, serviços agropecuários e pesca: 0,69%
 
• Serviços a terceiros e fornecimento de mão-de-obra: 0,54%
 
• Indústria cinematográfica e fotografia: 0,52%
 
• Assessoria, consultoria e contabilidade: 0,51%
 
• Transporte, armazenagem e comunicação: 0,51%
 
• Refeições coletivas: 0,51%
 
• Seguros privados: 0,48%
 
• Indústria do vidro: 0,44%
 
• Gráficas e editoras: 0,44%
 
• Indústrias de alimentos: 0,44%
 
• Indústria química, farmacêutica e de plásticos: 0,31%
 
• Comércio de derivados de petróleo: 0,31%
 
• Indústrias extrativas: 0,29%
 
• Estacionamentos / Garagens: 0,26%
 
• Cemitérios e agências funerárias: 0,26%
 
• Empresas jornalísticas: 0,25%
 
• Telecomunicações e tecnologia da informação: 0,23%
 
• Papel, papelão, celulose e embalagens: 0,23%
 
• Fiação e tecelagem: 0,19%
 
• Confecções / Vestuário: 0,14%
 
• Reparação de eletroeletrônicos: 0,01%
 
• Outras indústrias: 0,01%
 
• Despachantes e Autoescolas: 0%
 
• Agronegócio da cana: 0%
 
• Artefatos para pesca e esporte: 0%
 
• Extração e refino de petróleo: 0%
 
• Lavanderias e tinturarias: -0,19%
 
No acumulado do ano, o INPC teve alta de 3,43%. A inflação oficial do país fechou em 3,75%.
 
O reajuste mediano nominal foi de 3% em 2018, com piso salarial médio de R$ 1.241. Em 2017, havia sido de 4,7% (R$ 1.225).
 
Segundo a Fipe, os semestres foram distintos em 2018 - no 1º, a inflação foi baixa com ganhos reais altos nos salários, e no 2º a inflação subiu e os ganhos reais “minguaram”.
 
Por estados
 
Ceará e Roraima foram os estados com maior percentual de reajuste acima da inflação em 2018. Pernambuco ficou na lanterna.
 
Reajustes acima da inflação por Unidades da Federação:
 
• Ceará: 0,94%
 
• Roraima: 0,94%
 
• Alagoas: 0,89%
 
• Amapá: 0,89%
 
• Maranhão: 0,89%
 
• Mato Grosso do Sul: 0,81%
 
• Mato Grosso: 0,81%
 
• Paraná: 0,81%
 
• Rio de Janeiro: 0,81%
 
• Rio Grande do Norte: 0,81%
 
• Rondônia: 0,81%
 
• Rio Grande do Sul: 0,81%
 
• Sergipe: 0,81%
 
• São Paulo: 0,81%
 
• Tocantins: 0,57%
 
• Pará: 0,54%
 
• Minas Gerais: 0,49%
 
• Santa Catarina: 0,48%
 
• Distrito Federal: 0,45%
 
• Amazonas: 0,44%
 
• Acre: 0,41%
 
• Espírito Santo: 0,39%
 
• Piauí: 0,35%
 
• Bahia: 0,31%
 
• Goiás: 0,31%
 
• Paraíba: 0,31%
 
• Pernambuco: 0,25%
 
Acordos e convenções coletivas
 
Em 2018, o fechamento de negociações caiu 21,9% em relação a 2017 - o número de acordos e convenções concluídas e protocoladas no então Ministério do Trabalho chegou a 29.346 ante 37.565 em 2017.
 
O impasse foi mais frequente nas convenções, no início do ano, mas a proporção acabou se igualando à dos acordos no final.
 
As convenções precisam ser aprovadas pelos sindicatos dos trabalhadores e patronais da categoria para ter validade e, por isso, são mais difíceis de serem concluídas. Os acordos envolvem apenas o sindicato e a empresa.
 
O 2º semestre é marcado pelas negociações de categorias importantes - como bancários, metalúrgicos e químicos -, e impactam milhares de trabalhadores. Os resultados dos pleitos costumam servir de referência para outros sindicatos.
 
 
A reforma trabalhista, que entrou em vigor em novembro de 2017, obrigou sindicatos patronais e de trabalhadores a reverem ponto a ponto as convenções coletivas, já que deixou de garantir os benefícios adquiridos.
 
A mudança na legislação trabalhista também determinou que as convenções e acordos prevalecem sobre a legislação em pontos como jornada de trabalho, intervalo, banco de horas, plano de carreira, home office, trabalho intermitente e remuneração por produtividade.
 
O levantamento da Fipe identificou também 55 acordos no ano com redução de jornada e salário.
 
A contribuição para sindicatos de trabalhadores foi o terceiro item mais frequente nas negociações. Perdeu (por pouco) apenas para reajuste e piso.
 
Um dos principais entraves para a concretização das negociações tem sido a interpretação pelos sindicatos dos trabalhadores com relação à possibilidade de cobrança da contribuição sindical. A dúvida é se ela pode valer para todos se aprovada em assembleia.
 
Antes da reforma, a contribuição sindical era um desconto obrigatório que equivalia a um dia de trabalho. Agora a autorização para o desconto da contribuição sindical tem de ser expressa e individual pelo trabalhador.
 
Assuntos mais negociados em 2018:
 
• Reajuste: 56,3%
 
• Piso: 52,3%
 
• Contribuição para sindicatos de trabalhadores: 49,8%
 
• Alimentação: 38,5%
 
• Adicional de hora extra: 38,3%
 
• Adicional noturno: 31,6%
 
• Auxílio Funeral/Morte: 29,7%
 
• Auxílio Transporte: 25,6%
 
• Banco de horas: 24,1%
 
• PLR: 21,7%
 
Imprimir Indique Comente

« Voltar

Galeria de
Imagens

Ver todas