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09/04/2015 - 13h37
Vice-presidente da ABTL, Mike Sealy, explica danos econômicos e ambientais do incêndio da Alemoa, em Santos
Fonte: Santaportal / Josimar Frazão

O incêndio nos tanques de combustíveis (álcool e gasolina) do Terminal Retroportuário Ultracargo, na área industrial do bairro da Alemoa, em Santos (SP), completou uma semana. Na manhã de quarta-feira (8) chegou ao 6º dia de combate do Corpo de Bombeiros, o 7º dia corrido. Muitos riscos ambientais foram questionados durante todos os dias desde o início da tragédia, na quinta-feira (2), e diversas informações foram veiculadas sobre quais seriam os danos ambientais e como a saúde da população pode ser afetada.

O incêndio nos tanques de combustíveis (álcool e gasolina) do Terminal Retroportuário Ultracargo, na área industrial do bairro da Alemoa, em Santos (SP), completou uma semana. Na manhã de quarta-feira (8) chegou ao 6º dia de combate do Corpo de Bombeiros, o 7º dia corrido. Muitos riscos ambientais foram questionados durante todos os dias desde o início da tragédia, na quinta-feira (2), e diversas informações foram veiculadas sobre quais seriam os danos ambientais e como a saúde da população pode ser afetada.
Em entrevista ao #Santaportal na manhã de quarta-feira (8), o vice-presidente da Associação Brasileira de Terminais Líquidos (ABTL), Mike Sealy, comentou sobre os danos econômicos e também ambientais que o incidente por vir a causar às cidades da Baixada Santista, principalmente Santos, São Vicente, Guarujá e Cubatão, próximas ao foco do desastre.
“A princípio não existe a possibilidade de dimensionar o quanto o incêndio pode ser prejudicial. Mas a implicância na economia local e na balança comercial brasileira de importação e exportação será significativa. Nossa concentração no momento é acabar com o incêndio, para depois iniciar todos os procedimentos e investigações para quantificar os danos que acidente causou”, explicou Sealy.
Já em relação aos prejuízos ambientais, Sealy declarou que a própria natuyreza dará um jeito de resolver o problema. “Esta situação não é uma equação matemática. A natureza é sábia, e a natureza por si só sabe por muitas vezes se recuperar. Temos sim uma mortalidade grande de peixes, mas obviamente teremos que esperar a recuperação dos alevinos", iniciou.
E continuou: "Não temos ainda uma quantificação de qualquer contaminação do ar, e os equipamentos modernos tanto da CETESB quanto do Exército Brasileiro determinam leituras que nesse momento não existe nenhum tipo de contaminação atmosférica. Mas é realmente difícil dar um número exato dos danos ambientais que o acidente poderá causar. Temos que aguardar o desfecho do incêndio, recolhermos tudo, e pouco a pouco avaliar a recuperação do equilíbrio ecológico da região”, finalizou o vice-presidente da ABTL, Mike Sealy.
No trabalho de combate ao fogo estão 118 soldados do Corpo de Bombeiros e 80 brigadistas, auxiliados por 36 caminhões e cinco embarcações, sendo três rebocadores e o navio Governador Fleury e um cedido pela Petrobras, que são próprios para esse tipo de situação.
Mike Sealy esteve no Sistema Santa Cecília de Comunicação para participar da edição de quarta-feira (8) do Jornal Enfoque, programa diário e matutino da Santa Cecília TV. A apresentação ficou a cargo do jornalista e professor da Universidade Santa Cecília, Francisco La Scala Júnior. O também professor universitário Fernando De Maria, editor do Jornal Boqnews, foi o outro participante do programa.