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07/06/2018 - 03h25

Vitória: Trabalhadores fazem paralisação de 24 horas em dois portos do Estado

Fonte: Tribuna Online - Vitória/ES
 
Segundo o sindicato, 100% dos trabalhadores administrativos e operacionais aderiram ao movimento


 
Trabalhadores dos portos de Vitória e Capuaba fizeram nesta terça-feira (5) uma paralisação de 24 horas nas duas unidades do Estado, em prol de melhores condições de trabalho e reposições salariais.
 
A paralisação foi deflagrada pela categoria após uma assembleia com o Sindicato Unificado da Orla Portuária (Suport-ES), no dia 22 de maio. Segundo o sindicato, 100% dos trabalhadores administrativos e operacionais aderiram ao movimento.
 
Segundo Ernani Pereira Pinto, presidente do Suport-ES, a categoria luta por melhores condições salariais, como a revisão de reajustes e melhores condições no fundo de previdência complementar.
 
“Nós estamos desde 2016 lutando pela revisão de algumas cláusulas e não somos ouvidos. Na segunda-feira (04), um dia antes do movimento começar, nos apresentaram uma proposta de 1% de reajuste retroativo a 2017, mas inserindo condições que nos prejudicam. Sobre o fundo de previdência, que está sob intervenção há dez anos, há um desconto de quase 30%. Sem reajuste, o trabalhador está perdendo”, explicou.
 
Ainda segundo Ernani, um novo movimento – agora de 48 horas, pode ser deflagrado nos próximos dias. “Já está deliberada esta nova paralisação. Dependerá agora de conversas com a Codesa (Companhia de Docas do Espírito Santo)”, afirmou.
 
Autoridade Portuária se pronuncia
 
Em nota, a Codesa classificou a paralisação dos trabalhadores como “inoportuna” e se disse contra o movimento. A empresa afirmou ainda que a greve dos caminhoneiros, realizada nos últimos quinze dias, provocou uma redução na movimentação de cargas nos portos, gerando prejuízos.
 
“O momento é de crise e preocupação com saúde financeira da empresa e, com isso, a preservação dos direitos dos trabalhadores”, diz a nota.
 
“Informa a todos os empregados que a negociação, visando ao acordo coletivo, está aberta desde meados de 2017 e um termo foi assinado com os sindicatos, no final do ano passado, de modo a garantir o atendimento às necessidades dos empregados e, ao mesmo tempo, manter a sustentabilidade da empresa. Foi solicitado aos sindicatos que colaborassem com a apresentação de alternativas para redução de custos, para que a empresa possa fazer uma nova proposta de reajuste salarial, compatível com as orientações do governo federal”, completou a empresa.
 
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